• Autor Ferreira de Castro
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção em Língua Portuguesa
  • ISBN 9789896231712
  • PVP 16,29 € (IVA incluído)
  • preço livre
  • 1ª Edição julho 2013
  • Edição atual 1.ª
  • Páginas 269
  • Apresentação
  • Dimensões 150 X 225 mm
  • Idade

Seguido de «Pequena História de Emigrantes»

«Em todas as aldeias próximas, em todas as freguesias das redondezas, havia o mesmo anseio de emigrar, de ir em busca de riqueza a continentes longínquos. Era um sonho denso, uma ambição profunda que cavava nas almas, desde a infância à velhice. O oiro do Brasil fazia parte da tradição e tinha o prestígio duma lenda entre os espíritos rudes e simples. Viam-no reflorir nas igrejas, nos palacetes, nas escolas, nas pontes e nas estradas novas que os homens enriquecidos na outra margem do Atlântico mandavam executar. (...)»

«A sua obra fecha um ciclo que a Peregrinação do Fernão Mendes Pinto abrira. E inicia outro que os nossos filhos verão cumprir-se. Ao optimismo expansivo do Mendes Pinto, os Emigrantes opuseram a reflexão pungente que a abordagem do real hoje suscita. À ascensão, a depressão. Aos damascos opulentos, a lã ancestral dos tosquiadores de Viriato.» Mário Sacramento

«Emigrantes é o relato veemente de uma viagem existencial de ida e volta, que desagua no coração das trevas, que um sol negro ilumina, e onde o sonho mirra e a vida seca. » Eugénio Lisboa

«Criador revolucionário na história das nossas letras, Ferreira de Castro trouxe-lhe o pulsar vivo de um povo, trouxe-lhe emigrantes vivos, camponeses vivos, políticos vivos, «tabaréus» vivos, lágrimas vivas, gargalhadas vivas, e até, pela primeira vez, operários vivos de uma classe viva.» José Carlos Vasconcelos .

José Maria Ferreira de Castro (1898 - 1974) é uma das figuras cimeiras da literatura portuguesa. Publica, em 1928, o romance Emigrantes e A Selva em 1930, acompanhados de estrondoso êxito internacional, onde a literatura portuguesa pouca expressão tinha. Seguir-se-á, a um ritmo regular, a publicação de outros romances: Eternidade (1933), Terra Fria (1934), A Tempestade (1940), A Lã e a Neve (1947). No período imediato ao pós-guerra, Ferreira de Castro torna-se um dos autores mais lidos em Portugal e no estrangeiro. 

Nos anos cinquenta publica o romance A Curva da Estrada e, entre outras obras, a famosa novela A Missão. De 1968 data o romance O Instinto Supremo, onde o autor regressa, quase quatro décadas depois de A Selva, ficcionalmente à selva amazónica. Ferreira de Castro foi, diversas vezes, proposto para o Prémio Nobel e, outras tantas, recusou sê-lo, em prol de outros escritores portugueses.





Outros livros do mesmo autor

A Missão

Ferreira de Castro

O mais alto cume de realização formal e composição de estilo na obra do escritor.

Terra Fria

Ferreira de Castro

Publicado originalmente em 1934, Terra Fria suscita, desde logo, o entusiasmo da crítica, vindo a ocupar um dos lugares cimeiros do universo ficcional de Ferreira de Castro e na literatura portuguesa do século xx.

A Experiência

Ferreira de Castro

Elogiado pela crítica como romance de grande intensidade psi­cológica e apontado como um dos textos mais subversivos do autor.

A Selva

Ferreira de Castro

Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna.

A Tempestade

Ferreira de Castro

Em A Tempestade, Ferreira de Castro transita com mestria das grandes paisagens de A Selva ou Terra Fria para a dimensão fechada do espaço doméstico citadino.

Emigrantes Edição Limitada

Ferreira de Castro

Em todas as aldeias próximas, em todas as freguesias das redondezas, havia o mesmo anseio de emigrar, de ir em busca de riqueza a continentes longínquos.

A Lã e a Neve

Ferreira de Castro

Um dos livros de maior sucesso do autor, A Lã e a Neve é, indiscutivelmente, um dos grandes romances da literatura portuguesa do século XX.