• Autor James Branch Cabell
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção Traduzida
  • ISBN 9789896231866
  • PVP 15,98 € (IVA incluído)
  • preço livre
  • 1ª Edição janeiro 2000
  • Edição atual 1.ª
  • Páginas 208
  • Apresentação
  • Dimensões 150 X 225 mm
  • Idade

As antigas sagas dos povos nórdicos narram a gesta de um príncipe viquingue que reinou na Jutlândia no tempo em que o infeliz Justiniano II («o do nariz cortado»), era imperador de Bizâncio. Amleth, ou Hamlet, cujo carácter Shakespeare moldou numa infinidade inventada de traços, dúvidas e filosofias, de ser ou não ser, e cuja loucura fingida comoveu gerações de espectadores de teatro, foi, afinal, uma figura de carne e osso.

James Branch Cabell, de quem Mark Twain considerava ser um dos mais notáveis autores da nova geração, segue de perto as antigas crónicas medievais para iluminar e reviver a vida sanguinária, incestuosa, violenta e «verdadeira» do príncipe Hamlet, num dos romances históricos mais surpreendentes e extraordinários da literatura e  pela primeira vez traduzido em português.

James Branch Cabell (1879-1959), nasceu em Richmond, Virgínia, no seio de uma antiga família sulista de tradição colonial. Depois de concluir os estudos superiores na famosa Universidade William and Mary, foi ali professor de grego e francês antigo, profissão que, porém, depois trocaria pela de jornalista. Em 1904, publica o seu primeiro romance, The Eagle's Shadow, granjeando desde logo enorme estima por parte dos seus pares. Seguir-se-ão, a um ritmo sempre crescente, muitos outros: The Cords of Vanity (1909), The Rivet in Grandfather's Neck (1915), The Certain Hour (1916), The Cream of the Jest (1917) , Beyond Life (1919); mas a fama deste autor ficaria para sempre ligada à controvérsia despoletada aquando da publicação de Jurgen (1919), romance alvo de censura nos Estados-Unidos alegadamente devido à sua forte simbologia sexual.

Nos seus livros, Cabell alia um profundo conhecimento da História, sobretudo clássica e medieval, com o uso da ironia aliado a um forte sentido satírico, para compor universos ficcionais muito próximos do universo fantástico (são célebres as suas genealogias de reinos medievais inventados), porém, conservando sempre uma visão crítica do presente.