• Autor Leo Perutz
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção Traduzida
  • ISBN 9789896232122
  • PVP 16,29 € (IVA incluído)
  • preço livre
  • 1ª Edição novembro 2015
  • Edição atual 1.ª
  • Páginas 216
  • Apresentação
  • Dimensões 150 X 225 mm
  • Idade

Nos primeiros anos do século XVIII, numa Europa em convulsão, ainda mergulhada na superstição e no Antigo Regime, atravessada por brigan­tes e dragões dos exércitos combatentes na Grande Guerra do Norte, que opõe o jovem imperador sueco à aliança formada pelas restantes potências da região, dois fugitivos procuram abrigo num velho moinho. Um deles é um comum ladrão acossado pelas autoridades locais, o outro é um nobre, desertor do exército sueco. Exaustos e sem mais recursos para se furtar a um destino que os condenará ao patíbulo ou às galés, firmam um pacto com um moleiro espectral: o ladrão assumirá a iden­tidade do nobre, transformando-se no Cavaleiro Sueco, o segundo ru­mará, sem nome, para os trabalhos forçados nas forjas do Bispo, isto até que os seus caminhos se voltem a cruzar...

Reconhecido mestre de uma nova forma de fantástico, que alia elemen­tos do folclore ao romance histórico, admirado, entre outros, por Italo Calvino e Jorge Luis Borges (que o apelidou de «kafka aventuroso»), Leo Perutz é um dos maiores nomes da literatura europeia e O Cavaleiro Sueco uma das obras-primas desta, pela primeira vez disponível para os leitores portugueses.

Leo Perutz (1884-1957), escritor austríaco nasci­do em Praga, matemático de profissão (cunhou com o seu próprio nome uma equação algébrica), viveu em Viena em pleno apogeu da literatura centro--europeia, foi amigo de Kafka e Schnitzler e tornou-se mestre de Lernet-Holenia. De origens sefarditas, a ascensão do nazismo e das suas leis raciais motivam a sua transferência para Israel, onde a sua cultura de base germânica contrasta nitidamente com o sionismo reinante. Este afastamento da Europa dita em certa medida a sua relativa marginalização nas pági­nas da literatura. Mestre de um tipo de fantástico que entrelaça precisas reconstruções históricas, retratos psicológicos inquietantes e atmosferas sombrias e barrocas, foi admirado por nomes como Jorge Luis Borges (que o considerou um «kafka aventuroso»), Italo Calvino e Graham Greene.

A obra de Perutz encontra-se praticamente inédita em português e inclui importantes romances como: Der Marques de Bolibar (O Marquês de Bolibar) (1920) Turlupin (1924), O Cavaleiro Sueco (1936) e Nachts unter der steinernen Brücke (De Noite Debaixo da Ponte de Pedra) (1953), muitos deles alvo de adapta­ções cinematográficas.