• Autor François Mauriac
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção Traduzida
  • ISBN 9789896232016
  • PVP 14,39 € (IVA incluído)
  • preço livre
  • 1ª Edição fevereiro 2015
  • Edição atual 1.ª
  • Páginas 128
  • Apresentação
  • Dimensões 150 X 225 mm
  • Idade

Thérèse Desqueyroux, órfã de mãe, educada por um pai ateu no «orgulho de pertencer à elite humana», tentou, falsificando receitas médicas, envenenar Bernard, seu marido, um ser respei­tável mas frio, obtuso. Para preservar a família do escândalo, este último, grande proprietário das Landes, depôs a seu favor no tribunal; o caso de Thérèse foi declarado improcedente. 

Romance inspirado em factos de crónica que chocaram a sociedade da época e marcaram profundamente o au­tor, ao ponto de nunca mais abandonar a sua personagem, Thérèse Desqueyroux, por muitos apenas comparável a Madame Bovary, é considerada uma das obras mais signifi­cativas e intemporais da literatura do século xx.  

Prémio Nobel de Literatura

Pela profunda visão espiritual e artística com a qual os seus romances penetraram com intensidade o drama da vida humana.

François Mauriac ( Bordéus,1885 - Paris, 1970). Poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta e cronista político, Mauriac é autor de uma vasta obra luminosa, magnífica e atormentada, consagrada aos mistérios do pecado e da graça, e à defesa do homem, fragmento do divino.

Em 1909, a sua primeira antologia de poemas, Les mains jointes, é entusiasticamente elogiada por Barrès; seguir-se-á uma outra, dois anos mais tarde: L’Adieu à l’adolescence. Ainda a Primeira Guerra Mundial não rebentara e o jovem Mauriac já se incluía entre os ro­mancistas mais promissores com L’enfant chargé de chaî­nes (1913) e La robe pretexte (1914). Após uma guerra feita sobretudo em Salónica (onde será atingido por doença grave), regressa ao romance com Présences em 1921 e publica o famoso Baiser au lépreux um ano depois. Seguir-se-ão varias obras que lhe granjearão reputação e fama internacional, entre as quais se con­tam: Genitrix (1923), Thérèse Desqueyroux (1927) – a que se seguirá La fin de la nuit, em 1935 –, Le noeud de vipères (1932). Em 1933, no ano da publicação do muito autobiográfico Le Mystère Frontenac, é eleito para a Academia Francesa. É galardoado, em 1952, com o Prémio No­bel de literatura, continuando a publicar e a envolver-se activamente na história do seu século: intelectual antifascista e resistente, tomou ainda posição contra as guerras coloniais francesas (Indochina, Argélia). O Journal (1934 - 1951), os seus Bloc-Notes, e as suas Mémoires intérieurs e Mémoires politiques testemunham o vigor dos seus combates éticos e ideológicos, bem como os seus dons de polemista, que fazem dele, sem dúvida, o último grande cronista político do século XX.