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A Revolta dos Anjos

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  • A Revolta dos Anjos
  • Autor
  • Coleção
  • ISBN 9789896232382
  • PVP 16.59 € (IVA incluído)
  • preço livre
  • 1ª Edição julho 2017
  • Edição atual 1
  • Páginas 240
  • Dimensões 150 X 225 mm
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    Disponível
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Prémio Nobel de Literatura

Algo de misterioso e inexplicável acontece durante a noite na biblioteca da família d'Esparvieu. O padre Sariette, responsável por zelar pelos mais de trezentos e sessenta mil valiosos volumes que a compõem, encontra-a de manhã cedo sempre em total desordem: prateleiras vazias, livros espalhados ou amontoados sem critério, raros in-fólios abertos de par em par, com as suas folhas dobradas.

Por esta mesma altura, o jovem Maurício d'Esparvieu, herdeiro da família, tem um encontro surpreendente com Arcádio, o seu anjo-da-guarda. Aborrecido com a sua monótona vida de anjo e decidido a examinar os fundamentos da fé, Arcádio passou os últimos meses embrenhado em leituras, pondo a saque a famosa biblioteca da família.

Resultado de tanto estudo: Arcádio já não mais acredita que Deus é o Bem supremo. Pelo contrário, considera-o um tirano usurpador e pretende incitar os anjos a uma nova guerra pelo poder celestial. Está em curso uma Revolta dos Anjos! Contudo, Arcádio descobre igualmente os prazeres da vida terrena e boémia de Paris...

Retrato mordaz e divertido de uma sociedade conservadora, crítica velada contra a violência e todas as formas de poder instituído, A Revolta dos Anjos, último romance escrito por Anatole France, é considerado uma obra-prima intemporal da literatura, agora novamente disponível para o leitor português.

Anatole France, pseudónimo de François-Anatole Thibault (1844–1924), nasceu em Paris. Filho de um livreiro, desempenha funções na Biblioteca do Senado, ao mesmo tempo que escreve artigos de crítica e publica poesia em jornais e revistas. Em 1896, é eleito membro da Academia Francesa.

Experimenta vários géneros literários — os seus contos, Jocaste et Le Chat Maigre, de 1879, são elogiados por Flaubert —, mas é no romance que a sua vocação de escritor mais se evidencia. O seu primeiro sucesso advém com Thaïs (1890), reevocação decadente do período clássico, adaptado a libreto da ópera homónima, composta por Massenet e hoje em dia parte integrante do repertório tradicional. Seguem-se outros romances famosos, como Le Lys Rouge (1894), e quatro volumes reunidos sob o título Histoire Contemporaine (1897–1901), que marcam em definitivo a maturidade expressiva do escritor e o seu interesse por temas sociais e políticos.

Nas obras do seu último período de vida, destacam-se Vie de Jeanne d’Arc (1908), a novela alegórico-satírica L’Île des Pingouins (1908) e o romance histórico, que decorre durante a Revolução Francesa com Os Deuses Têm Sede (1912) e durante a Terceira República em A Revolta dos Anjos (1914), ambos na Cavalo de Ferro.

Escritor de refinada cultura e elegância de estilo, Anatole France esconde sob a veste de um irónico ceticismo um indulgente desencanto pela sociedade moderna. Em 1921, é-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura pelo conjunto da sua obra.

Livros publicados


Os Deuses Têm Sede

    Autor vencedor do Prémio Nobel de Literatura. Um dos mais belos romances históricos passados durante a Revolução Francesa.